Março é um mês dedicado à conscientização sobre a saúde feminina, com duas campanhas importantes que buscam alertar sobre o diagnóstico precoce e a prevenção de doenças que afetam milhares de mulheres: Março Lilás e Março Amarelo.

Ambas as campanhas abordam questões fundamentais para a saúde da mulher e têm o poder de salvar vidas, quando o diagnóstico é feito de forma antecipada.

O câncer de colo de útero é o 3º câncer mais frequente entre mulheres brasileiras, com cerca de 17.010 novos casos por ano no Brasil, segundo estimativas do INCA. Apesar de ser uma das principais causas de morte entre as mulheres, a doença pode ser evitada e tratada com grande sucesso quando detectada precocemente.

A principal causa do câncer cervical é o HPV (Papilomavírus Humano), especialmente os tipos 16 e 18, que estão associados a mais de 99% dos casos de câncer cervical. Mas, com o avanço dos exames, o diagnóstico do HPV está mais preciso, especialmente com o uso do Teste de DNA-HPV e Genotipagem dos tipos mais perigosos do vírus.

O câncer cervical é frequentemente assintomático nas suas fases iniciais. Quando aparecem, os sintomas mais comuns são: sangramento após relação sexual, corrimento vaginal diferente do normal e sangramentos fora do ciclo menstrual.

Se não diagnosticado cedo, o câncer de colo de útero pode evoluir para sintomas mais graves, como: dor pélvica persistente, sangramentos frequentes, inclusive após a menopausa e dor durante a relação sexual.

O diagnóstico precoce do câncer de colo de útero é fundamental. Exames de imagem como ultrassom transvaginal e ressonância magnética têm se mostrado essenciais para estadiar a doença, identificar a extensão do câncer e planejar o tratamento.

A ressonância magnética, por exemplo, é um dos exames mais eficazes para o mapeamento e estadiamento da doença, permitindo uma avaliação detalhada da área afetada.

Além disso, a combinação da vacina contra o HPV e exames regulares pode aumentar significativamente as chances de cura, chegando a mais de 90% nos casos em que o diagnóstico é feito no início da doença.

Outro tema importante durante o mês de março é a Endometriose, uma condição ginecológica que afeta milhões de mulheres no Brasil e no mundo.

A endometriose ocorre quando o tecido que normalmente reveste o interior do útero (endométrio) cresce fora da cavidade uterina, causando dor, infertilidade e outros sintomas debilitantes. É uma das principais causas de dor pélvica crônica e infertilidade feminina.

Estima-se que cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva sofram com a endometriose, mas muitas delas convivem com a doença por anos sem um diagnóstico correto.

Os sintomas mais comuns incluem: dismenorreia (cólica menstrual intensa), dor pélvica crônica que pode piorar durante a menstruação, dor durante ou após a relação sexual e infertilidade ou dificuldades para engravidar.

O diagnóstico da endometriose pode ser desafiador, pois a doença pode mimetizar outros problemas ginecológicos. Por isso, os exames por imagem, como o ultrassom transvaginal, são fundamentais para detectar as lesões endometrióticas, especialmente em casos de endometriose profunda.

O mapeamento por ultrassom avançado permite identificar e localizar com precisão as lesões nas áreas afetadas, enquanto a ressonância magnética oferece uma visão detalhada das lesões mais profundas e pode ser crucial para a avaliação completa da condição.

Embora o ultrassom seja eficaz para identificar endometriomas (cistos ovarianos relacionados à endometriose), a ressonância magnética é o exame mais confiável para a avaliação de endometriose avançada, pois pode visualizar com clareza as alterações nos tecidos moles e a extensão da doença.

As campanhas de conscientização, como o Março Lilás e o Março Amarelo, têm um papel vital na educação das mulheres sobre a importância do diagnóstico precoce dessas doenças. O diagnóstico em estágios iniciais permite tratamentos mais eficazes e menos invasivos, além de garantir melhores chances de cura e qualidade de vida.

O mês de março é o momento ideal para refletir sobre a saúde feminina e lembrar que a detecção precoce pode salvar vidas. Em relação ao câncer de colo de útero, a vacinação contra o HPV e a realização de exames preventivos regulares são cruciais para a saúde da mulher.

Já para a endometriose, o diagnóstico correto, com o auxílio dos exames de imagem, pode melhorar a qualidade de vida das mulheres afetadas e ajudá-las a controlar a doença.

Portanto, não espere para agir: agende seus exames de rotina e cuide da sua saúde.


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